Amanhecer

Amanhecer

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ai que sono!!!!!

Definitivamente eu preciso dormir.  Estou há cerca de três semanas dormindo apenas 4 horas por noite.  Já dormi no farol de trânsito fechado, em pé na cozinha esperando a água para o chá ferver, sentada com o bebê no colo e acredite até brincando com o meu pequeno mais velho.

Mas parece que o mais novo veio da fábrica com um timing um pouco diferente do resto da humanidade e enquanto as outras pessoas precisam de um mínimo de 8 horas de sonho, ele dorme 5 e está pronto para brincar.  Isso mesmo, pode acreditar.  Todos os dias nas útlimas três semanas o pequeno despertador acorda, de super bom humor, pronto para brincar, e pasmem sempre por volta das 2:00 da manhã.  Como ele ainda não fala, ele canta aqueles sons próprios dos bebês de sua idade e grita, vamos combinar que pulmões e garganta fortes tem o pequeno.

Todo mundo fala, tá com fome.  Tá não, não que mamar, nem trocar fralda, nem qualquer outra coisa além de brincar e vai por ai até as 4:30/5:00. Só para lembrar que essa mãe aqui não é marinheira de primeira viagem, sabe um monte de truques, que não estão funcionando (rissoss).  Haja saúde de mãe.  Mas enfim, dizem que um dia isso passa e eu espero que passe logo, porque o meu sonho atualmente é tão simples.  Eu só quero dormir........

zzzzzzzzz

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A espera pela gestação

Acredito que a vida nos leva por caminhos necessários ao nosso aprendizado, e muitas vezes necessários ao aprendizado de outros. Daí que eu acho que quando uma energia se acerca de nossa vida, começamos a "tropeçar" em pessoas com problemas e dificuldades semelhantes aos nossos.

Tenho encontrado muitas pessoas que estão tentando engravidar e tem encontrado dificuldades em alcançar esse objetivo.  Algumas delas, tem um problema de saúde que dificulta ou impossibilita, outras, não tem motivo aparente mas a gestação simplesmente não ocorre. Engraçado é como elas justamente acabam comentando comigo desta dificuldade, geralmente começa com um comentário do tipo você tem filhos lindos e daí surgem as suas histórias.

Começo a pensar que há um motivo para isso, para que eu partilhe com elas a minha experiência, minha felicidade e outras histórias que cruzaram meu caminho, mesmo aquelas histórias que ainda não tiveram um final feliz.

Acredito que hoje, eu tenho a capacidade de acolher e entender a dor que passam. Algumas vezes até consigo ter um insight para definir sentimentos tão confusos, inexplicáveis e amargos.  Esses encontros me fazem rever a minha própria história e revisitar alguns sentimentos que vivi nesta fase.

Recentemente encontrei uma pessoa que não via faz um tempo e perguntei como ela estava.  A resposta veio daquela carinha de cachorro desamparado, com os olhos brilhantes de lágrimas, de que as coisas estavam bem difíceis.  No minuto seguinte, o que se seguiu a minha pergunta foi uma cachoeira de lágrimas e a história de um aborto espontâneo.

Depois de algumas tentativas de engravidar, de um processo de fertilização sem sucesso, finalmente o segundo processo tinha dado certo, mas no terceiro mês o aborto ocorreu.  Naquele momento pensei o que eu poderia falar para ela, as causas "médicas" do aborto, do tipo seleção da natureza  e outras coisas? Achei que não levariam a nada, deixa isso para o médico dela, então me limitei a deixá-la chorar e ouvir sua dor.

Me coloquei a pensar no que eu senti quando passei por situação semelhante, na frustração e nos outros sentimentos que cercavam minha vida naquela época. Ouvi seu relato a respeito da expectativa, da espera, da tristeza e de como sua vida se divide atualmente em três períodos num mês: o antes da ovulação, o durante a ovulação e o resultado final, quando ocorre ou não a menstruação.

Sabe que no final eu consegui dizer para ela que sei como é isso, e que a cada mês que o ciclo chega, vem com ele a sensação de que sofremos um novo aborto.  O aborto do sonho, do desejo de ser mãe e da esperança.  Mas não podemos esquecer que a esperança também pode renascer e com ela a fé de que tudo vai dar certo, mesmo que esse certo não seja exatamente do jeito que a gente imaginou que seria.
 
Eu acredito que nunca devemos perder a fé e a determinação.  No meu caso, isso foi determinante.  Hoje quando olho aquelas duas carinhas lindas da minha vida, posso dizer que coração aberto que tudo valeu a pena, estou sendo recompensada.

Beijos no coração

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Amor de mãe

Conversando com uma amiga outro dia, falando a respeito dos meus filhotes, veio dela uma pergunta: E agora que você tem dois filhos, me diga se é verdade que o amor de mãe é igual para os dois? Ao passo que respondi: é igual mas é diferente.  Claro que ela não entendeu nada. (risos)

Minha resposta saiu rápida e pronta, sem pensar muito, mas me levou a refletir a respeito,  até porque eu precisa explicar a minha afirmação.  Então vamos lá. A intensidade do amor é a mesma, não dá para dizer que amo mais um filho que o outro, sou igualmente louca pelos dois.  Mas é diferente, porque eles são pessoas muito diferentes, com necessidades muito diferentes e o amor de mãe é adaptável a personalidade e necessidade de cada filho.

Não existe preferência por um ou por outro, mas cada um solicita um tipo de atenção e não é só por terem idades diferentes mas pela personalidade de cada um.  Cada um gosta de uma brincadeira, de um carinho, de uma música diferente do outro.  Não dá para usar com um a mesma fórmula que deu certo com o outro.  

A saudade é a mesma, a intensidade das preocupações também, logo, com o amor, não poderia ser diferente. Amor de mãe é adaptável a personalidade de cada filho e o coração dela é tão grande que tem espaço suficiente para amar todos os filhos que a vida nos dá. Os filhos biológicos e também aqueles que são colocados em nosso caminho pela vida, e que as vezes ficam por um tempo, sendo cuidados por nós como se fossem nossos filhos e depois vão embora. Com os filhos biológicos temos um laço, que ser for cuidado e cultivado carinhosamente e amorosamente nos mantém ligados para sempre.  Com os outros guardamos as lembranças, o carinho e quem sabe alguns presentes que a vida nos deixou.

Então o amor de mãe é igual mas é diferente e posso apostar, que se você perguntar a outra mãe qualquer, receberá uma resposta bem parecida com a minha, porém com a cara dela.

Beijos no coração