Ontem na Seara, na assistência infantil, esse era o tema. Auto-perdão. Isso me levou a pensar em quanto somos exigentes conosco e como temos dificuldade em nos perdoar. Temos grande dificuldade em lidar com sentimentos e por vezes nos culpamos pelo nosso momento de raiva, pela nossa tristeza, pelo nosso medo diante das diversas situações da vida e até pela falta de algumas habilidades.
Somos educados para conviver em um mundo competitivo, onde demonstrar os sentimentos, principalmente os negativos é considerado um sinal de fraqueza, onde precisamos ser multifuncionais, seja lá o que isso signifique e onde o sucesso é sinônimo de riqueza. Muitas vezes, levamos anos da vida e horas de terapia (nada contra terapia, até porque eu também sou psicóloga) para aceitarmos nossa condição de humanos, imperfeitos e como qualquer outro, passíveis de toda sorte de sentimentos positivos, negativos, erros e enganos. Esquecemos de ser felizes.
Como diz a música da Elis Regina: "...apesar de tudo que fizemos ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...", acabamos reproduzindo esse comportamento na educação de nossos filhos e continuamos contribuindo para esse ciclo vicioso. Cobramos e ensinamos nossas crianças o perdão em relação ao outro, mas quando iremos ensiná-los a se perdoar? Quando iremos aprender a nos perdoar de verdade para que possamos tornar nossa aventura pela vida mais leve e para que possamos ser mais felizes?
Enfim.... tantas coisas.
Voltando ao auto-perdão, precisamos nos olhar no espelho e falarmos para a imagem do outro lado que realmente nos perdoamos e assim, seremos menos exigentes conosco, com os que nos cercam e estaremos mais perto do equilíbrio para o caminho da felicidade. Deixaremos de carregar culpas e cobranças desnecessárias que além de tornar nossa bagagem mais pesada, ocupa os espaço para novas experiências e impedem o tão importante ciclo da vida, onde tudo começa e termina.
Beijos no coração.
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